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Terremotos deixam o CO2 armazenado escapar

Terremotos deixam o CO2 armazenado escapar

Um estudo realizado por pesquisadores de Stanford diz que os riscos sísmicos podem prejudicar a captura de carbono em grande escala.

Os autores de um artigo publicado hoje na revista Proceedings of the National Academy of Science dizem que a captura e armazenamento de carbono em grande escala (CCS) tem baixa probabilidade de funcionar porque poderia provocar terremotos que poderiam liberar o gás do efeito estufa que está preso no solo.

Locais de atividade sísmicas: Os pontos neste mapa representam a atividade sísmica em março de 2011, de acordo com o United States Geological Survey. Os pontos vermelhos representam atividade sísmica induzida pela criação de reservatórios de água.

O artigo é um golpe para a esperança de que a captura de carbono pudesse se tornar uma grande parte da estratégia climática futura. O autor líder do artigo, pesquisador de Stanford Mark Zoback, um respeitado especialista de riscos sísmicos na produção de petróleo e gás. Steven Gorelick, um hidrólogo de Stanford, é coautor juntamente com Zoback.

Só na semana passada, a Agência Internacional de Energia disse que a CCS terá que contribuir com mais de um quinto das reduções de emissões necessárias até 2050 para garantir uma chance de 80 por cento de limitar a longo prazo o aumento da temperatura média global em 2°C.

A indústria de petróleo e gás já utiliza técnicas que se assemelham à CCS durante a extração de recursos e eliminação de águas residuais e esses processos são conhecidos por induzir pequenos terremotos. A injeção de águas residuais tem sido responsabilizada por terremotos recentes no Arkansas, em Ohio, e perto da fronteira do Colorado com o Novo México.

Zoback diz que os riscos associados a tais terremotos podem ser gerenciados através de uma seleção cuidadosa do local, mas em a CCS aplicada em grande escala poderia ser mais problemática. "Você tem que ser muito mais restritivo" ao escolher um repositório de dióxido de carbono, explica ele, já que a tarefa é "manter um fluido flutuante no local por centenas de milhares de anos."

O artigo vem poucos dias depois de um relatório sobre o os riscos de terremoto associados a várias tecnologias de energia, incluindo petróleo e gás, saneamento de águas residuais, energia geotérmica e CCS, foi publicado pelo National Research Council. O relatório disse que "CCS pode ter o potencial de risco sísmico significativo" e acrescentou que "existe informação suficiente para compreender esse potencial."

O artigo de Zoback e Gorelick nota que se a CCS vai afetar significativamente o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, ela deve ser capaz de conter cerca de 3,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano no mundo - um montante semelhante em volume aos quase 30 bilhões de barris de petróleo que o mundo produz anualmente.

Technology Review - 20/06/2012 - Mike Orcutt - Tradução por Elisa Matte (Opinno)

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