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Defina geologia e sua importância para a mineração

Defina geologia e sua importância para a mineração

A comunidade Yahoo Respostas recebeu este desafio. Surgiram duas respostas, a primeira de Eveli Moura e a segunda do anônimo Bee.

Primeira definição

Podemos definir Geologia (geo = terra + logos = estudo) como a ciência que estuda a Terra em todos os seus aspectos, quais sejam, a constituição e estrutura do globo terrestre, as diferentes forças que agem sobre as rochas, modificando as formas do relevo e a composição original dos seus minerais, além da ocorrência e evolução da vida através das diferentes etapas da sua história (veja Escala Geológica de Tempo).

A Geologia, como ciência, procura decifrar a história geral da Terra, desde a sua formação até o presente, no intuito de, ao compreendê-la, ser capaz de prever a localização dos recursos minerais.

A importância dos recursos minerais pode ser bem avaliada quando se verifica que a história da humanidade foi dividida de acordo com a capacidade do homem de manipular e trabalhar as rochas e os metais: Idade da Pedra, Idade do Bronze (cobre + estanho) , Idade do Ferro.

Mas é na participação destas matérias primas no dia-a-dia do cidadão e na sua contribuição para a manutenção e melhoria das condições de vida que a importância da Geologia e da Mineração mais se destaca.

Os imóveis onde moramos são construídos com grande quantidade de minerais, ou a partir de produtos elaborados com minerais. A estrutura do imóvel é confeccionada com concreto, que por sua vez é preparado com brita, areia e cimento, este último fabricado através da queima de uma mistura de calcário, argila e gipsita.

A estrutura da ferragem é confeccionada com vergalhões e arames produzidos com base em minério de ferro. Os tijolos da alvenaria são produzidos com argilas.

Os azulejos e cerâmicas utilizados no revestimento de paredes e pisos são confeccionados com feldspato, quartzo, argila, e caulim.

As paredes podem ainda ser revestidas com chapas polidas de granito ou mármore.

A argamassa, por seu turno, é uma mistura de areia, cimento e cal.

O gesso, com o qual podem ser revestidas as paredes, construídas divisórias internas, forro, rebaixamento de teto e peças decorativas diversas, é fabricado a partir da gipsita.
Extração de Granito Ornamental em Pernambuco
Vista geral de uma pedreira de extração de granito ornamental em Pernambuco

A instalação elétrica utiliza fios e cabos produzidos a partir de cobre e alumínio, enquanto a instalação hidráulica, é composta por tubos plásticos de PVC, um derivado do petróleo.

As esquadrias das janelas, em grande parte das construções, é fabricada com alumínio, obtido da bauxita, enquanto os vidros são produzidos à base de areia quartzosa.

A qualidade do papel utilizado para impressão de revistas e livros tem sido bastante aperfeiçoado com o emprego de caulim e calcário como carga, permitindo a absorção mais homogênea das tintas de impressão (cujos pigmentos são, em sua maioria, de origem mineral).

Até mesmo o computador que está sendo utilizado para acessar essa página foi construído com transistores e chips à base de quartzo purificado, além de cabos, fios e conectores à base de cobre e alumínio.

Outras aplicações dos minerais como na fabricação de aços, componentes eletrônicos, medicamentos e fertilizantes, os metais e pedras preciosas, ainda não esgotariam o assunto...

Segunda definição

Geologia, do grego γη- (ge-, "a terra") e λογος (logos, "palavra", "razão"), é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma.

É uma das ciências da Terra.

A geologia foi essencial para determinar a idade da Terra, que se calculou ter cerca de 4,6 bilhões de anos e a desenvolver a teoria denominada tectônica de placas segundo a qual a litosfera terrestre, que é rígida e formada pela crosta e o manto superior dispõe-se fragmentada em várias placas tectônicas as quais se deslocam sobre a astenosfera que tem comportamento plástico.

O geólogo ajuda a localizar e a gerir os recursos naturais, como o petróleo e o carvão, assim como metais como o ouro, ferro, cobre e urânio, por exemplo. Muitos outros materiais possuem interesse econômico: as gemas, bem como muitos minerais com aplicação industrial, como asbesto, pedra pomes, perlita, mica, zeólitos, argilas, quartzo ou elementos como o enxofre e cloro.

A Astrogeologia é o termo usado para designar estudos similares de outros corpos do sistema celeste.
A palavra "geologia" foi usada pela primeira vez por Jean-André Deluc em 1778, sendo introduzida de forma definitiva por Horace-Bénédict de Saussure em 1779.

A geologia relaciona-se directamente com muitas outras ciências, em especial com a geografia, e astronomia. Por outro lado a geologia serve-se de ferramentas fornecidas pela química, física e matemática, entre outras, enquanto que a biologia e a antropologia servem-se da Geologia para dar suporte a muitos dos seus estudos.

No Brasil, a profissão da geologia é regulamentada pelo Confea - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e fiscalizada pelos Conselhos Regionais, instalados em todos os estados brasileiros.

Importantes princípios da geologia

A geologia rege-se por princípios que permitem, por exemplo, ao observar a disposição atual de formações estabelecer a sua idade relativa e a forma como foram criadas.

Princípio da Sobreposição das Camadas

Segundo este princípio, em qualquer sequência a camada mais jovem é aquela que se encontra no topo da sequência. As camadas inferiores são progressivamente mais antigas. Este princípio pode ser aplicado em depósitos sedimentares formados por acresção vertical, mas não naqueles em que a acresção é lateral (por exemplo em terraços fluviais). O princípio da sobreposição das camadas é válido para as rochas sedimentares e vulcânicas que se formam por acumulação vertical de material, mas não pode ser aplicado a rochas intrusivas e deve ser aplicado com cautela às rochas metamórficas.

Princípio da Horizontalidade Original

O princípio da horizontalidade original afirma que a deposição de sedimentos ocorre em leitos horizontais. A observação de sedimentos marinhos e não marinhos numa grande variedade de ambientes suporta a generalização do princípio.

Princípio das Relações de Corte

Este princípio, introduzido por James Hutton, afirma que uma rocha ígnea intrusiva ou falha que corte uma sequência de rochas, é mais jovem que as rochas por ela cortadas. Esse princípio permite a datação relativa de eventos em rochas metamórficas, ígneas e sedimentares, sendo fundamental para o trabalho em terrenos orogênicos jovens e antigos. Este princípio é válido para qualquer tipo de rocha cortada por umas das estruturas acima relacionadas.

Princípio dos Fragmentos Inclusos

Este princípio de datação relativa diz que os fragmentos de rochas inclusas em corpos ígneos (intrusivos ou não) são mais antigos que as rochas ígneas nas quais estão inclusos. Este princípio, juntamente com o princípio das relações de corte, é fundamental em áreas formadas por grandes corpos intrusivos permitindo a datação relativa não só de rochas estratificadas, mas também de rochas ígneas e metamórficas.

Princípio da Sucessão Faunística

O Princípio da Sucessão Faunística ou Princípio da Identidade Paleontológica, diz que os grupos de fósseis (animal ou vegetal) ocorrem no registro geológico segundo uma ordem determinada e invariável, de modo que, se esta ordem é conhecida, é possível determinar a idade relativa entre camadas a partir de seu conteúdo fossilífero. Esse princípio, inicialmente utilizado como um instrumento prático, foi posteriormente explicado pela Teoria da Evolução de Charles Darwin. Diversos períodos marcados por extinção de grande parte da vida, evidenciados nas rochas devido a escassez do conteúdo fossilífero, são conhecidos na história da Terra e levaram ao desenvolvimento da Teoria do Catastrofismo.

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