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Sismos e terremotos

Sismos e terremotos

(Investigando a Terra 2000 - IAG/USP)

A Sismologia é o ramo da Geofísica que estuda os terremotos (ou sismos): suas causas, efeitos, a propagação das ondas de vibrações emitidas pelo terremoto, etc. A Sismologia também utiliza as ondas emitidas pelos terremotos para estudar a estrutura da Terra.

Um sismo é basicamente a ocorrência de uma fratura a uma certa profundidade, que origina ondas elásticas que se propagam por toda a Terra. As palavras sismo e terremoto são sinônimas, sendo que normalmente reserva-se o uso da palavra terremoto para a classificação de grandes sismos, e para os pequenos costuma-se usar abalo sísmico ou tremor de terra.

Sismógrafos


Sismógrafo é o aparelho que registra os movimentos do solo. É normalmente constituído de um sismômetro que é o transdutor que "percebe" os movimentos do solo e um registrador. O sismômetro basicamente funciona com uma massa suspensa por molas (ou um pêndulo). SismógrafoQuando o solo oscila a massa também balança, sendo então registrado o movimento relativo entre a massa e o solo.
Sismógrafo
Uma característica importante do sismógrafo é a amplificação com que o movimento do solo é registrado. Esta amplificação é normalmente feita por meios ópticos ou eletrônicos. O registro do sismograma pode ser feito diretamente do papel a tinta, papel fotográfico, filme, fita magnética, etc.

Todo sismógrafo deve ter também um relógio de precisão para que se possa saber exatamente a hora de chegada das várias ondas sísmicas. Atualmente os sismógrafos possuem relógios que marcam a hora Universal (GMT) com precisão melhor que 0,1s.
Sismos no Brasil

O Brasil, por estar situado no interior da placa Sul-Americana, não está sujeito a grandes abalos sísmicos, como ocorrem por exemplo na região da cordilheira dos Andes, que está sobre o limite da placa Sul-Americana. Ainda assim, pequenos tremores ocorrem com freqüência no território brasileiro, causados por forças que denominamos esforços intra-placa. É comum na região sudeste do Brasil a percepção de abalos sísmicos que ocorrem na região andina, pelos pequenos efeitos detectáveis geralmente em altos edifícios, que oscilam lentamente quando as ondas de um grande tremor conseguem chegar até suas estruturas.
Previsão Sísmica

Muitas pesquisas têm sido realizadas nos últimos anos para a previsão de terremotos. Apesar do grande avanço alcançado pela ciência, muita pesquisa ainda é necessária para se prever terremotos com segurança e de maneira rotineira.

A previsão de terremotos

1. Estudando-se a variação da sismicidade com o tempo, localizando regiões onde ocorreram terremotos grandes no passado, mas que nas últimas décadas têm apresentado baixa sismicidade. Nessas regiões pode haver grande acúmulo de forças tectônicas que poderão ser liberadas numa única ruptura provocando um terremoto catastrófico;

2. Medindo-se as pequenas variações nas propriedades das rochas crustais quando estas estão prestes a se romperem, pois quando estas estão submetidas a tensões muito grandes a ponto de se fraturar, algumas das suas propriedades mudam ligeiramente. Assim medidas tais como: deformação da crosta, diminuição da resistividade elétrica, diminuição das velocidades de propagação de ondas sísmicas, variações do campo magnético e aumento da emissão de radônio pelas rochas, podem indicar se numa certa região a crosta está prestes a se fraturar.

Previsões sísmicas não são comuns pelo fato de que os efeitos dos fenômenos precursores são muito pequenos e difíceis de se observar e também, principalmente, porque nem sempre ocorrem. Como a previsão de tremores é difícil, a solução é prevenir-se contra os efeitos causados por eles. Estudos têm sido feitos para projetar e construir casas e prédios mais resistentes às vibrações durante um terremoto, investigando-se os parâmetros dos terremotos como amplitudes, períodos de vibração, duração, e de que maneira eles afetam as estruturas.

(Fonte: IAG/USP)


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