logo

 

Enquete

Gás de Folhelho

Vamos ter uma revolução do gás de folhelho no Brasil?

» Go to poll »
1 Votes left

jVS by www.joomess.de.

Mídias Sociais

FacebookTwitterLinkedin

Correa defende compensação pela não extração de petróleo

Correa defende compensação pela não extração de petróleo

O presidente do Equador, Rafael Correa, defendeu nesta quarta-feira na Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) o projeto Yasuni-ITT, que tem como objetivo captar fundos internacionais para evitar a extração de petróleo no território do Parque Nacional Yasuni, na floresta amazônica.

Correa apresentou o projeto em uma conferência que contou com a participação da diretora da ONU Mulheres e ex-presidente chilena, Michelle Bachelet, e a diretora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Helen Clark.

"O Equador aceita a responsabilidade de deixar o planeta para nossos filhos e aos filhos de nossos filhos. Mas esperamos da comunidade internacional uma compensação pelas emissões evitadas", afirmou Correa na conferência.

A iniciativa, criada em 2007, prevê a não utilização de jazidas de petróleo com capacidade de 846 milhões de barris no parque nacional, que tem 900 mil hectares e se localiza em território equatoriano. O líder disse que as reservas do local representam 20% do total do país e se fossem extraídas o Equador poderia faturar US$ 14 bilhões.

O Equador espera que as contribuições internacionais financiem um fundo destinado à preservação da natureza e que seria gerado pela ONU. Correa ressaltou que o principal contribuinte do fundo é "o povo equatoriano", pela renúncia à exploração do petróleo, e rejeitou a visão que afirma que o projeto seria uma chantagem aos países ricos.

"Que ninguém se equivoque. Todos temos responsabilidade de cuidar de nosso planeta. Alguns ministros de outros países entenderam como uma chantagem. Não entenderam nada", criticou o governante. O governo equatoriano assinou na Rio+20 um acordo com a a região belga da Valônia, que contribuirá com US$ 1,5 milhões ao fundo.

Em seu discurso, Bachelet afirmou que ONU-Mulheres "apoia plenamente" o projeto Yasuni e disse que ele representa um "novo paradigma" de conservação ambiental. A diretora do Pnud aplaudiu o projeto e o classificou como um "modelo inovador" e assinalou o "sacrifício" econômico que ele representa para "um país em desenvolvimento".

Sobre a Rio+20

Vinte anos após a Eco92, o Rio de Janeiro volta a receber governantes e sociedade civil de diversos países para discutir planos e ações para o futuro do planeta. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre até o dia 22 de junho na cidade, deverá contribuir para a definição de uma agenda comum sobre o meio ambiente nas próximas décadas, com foco principal na economia verde e na erradicação da pobreza.

Depois do período em que representantes de mais de 100 países discutiram detalhes do documento final da Conferência, o evento se prepara para ingressar na etapa definitiva. De hoje até sexta, ocorrerá o Segmento de Alto Nível da Rio+20 com a presença de diversos chefes de Estado e de governo de países-membros das Nações Unidas.

Apesar dos esforços do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon, vários líderes mundiais não estarão presentes, como o presidente americano Barack Obama, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro ministro britânico David Cameron. Além disso, houve impasse em relação ao texto do documento definitivo. Ainda assim, o governo brasileiro aposta em uma agenda fortalecida após o encontro.

Terra/EFE - 20/06/2012

Últimas notícias

As mais lidas