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ANP diz que Chevron interpretou mal dados sobre Frade

ANP diz que Chevron interpretou mal dados sobre Frade

A Chevron analisou mal dados geológicos e poderia ter evitado o vazamento no poço no campo de Frade se tivesse feito as avaliações corretamente, disse a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard.

A informação foi dada durante apresentação do relatório sobre o incidente registrado em novembro de 2011, na Bacia de Campos.

O documento sobre as investigações do primeiro vazamento na área operada pela petroleira norte-americana indicou que a empresa descumpriu a regulamentação e o seu próprio manual de procedimentos, conforme antecipou a Reuters na noite de quarta-feira.

A Chevron não foi capaz de interpretar geologia do campo de Frade, apesar de ter perfurado dezenas de poços no local, disse Chambriard a jornalistas nesta quinta-feira.

Segundo ela, a Chevron não utilizou dados de resistência da rocha. Se tivesse utilizado, teria concluído que poço em Frade não poderia ter sido perfurado.

A ANP concluiu que 3,7 mil barris de óleo foram derramados enquanto a petroleira americana perfurava um poço no campo da bacia de Campos. A estimativa é maior do que havia informado a Chevron, que calculou um vazamento de 2,4 mil barris.

A Chevron discordou, em nota enviada na quarta-feira, do volume estimado pela ANP, reiterando por meio de sua assessoria de imprensa que o total do derramamento somou 2,4 mil barris.

"Estamos analisando a estimativa da ANP", disse a Chevron, ressaltando que agiu sempre de forma diligente e apropriada, de acordo com as melhores práticas da indústria.

Normas

O relatório da ANP informa que o vazamento poderia ter sido evitado se a petroleira tivesse operado de acordo com o previsto pelas normas.

"Os elementos avaliados e descritos pela ANP em seu relatório demonstram, detalhadamente, que o acidente poderia ter sido evitado, caso a Chevron tivesse conduzido suas operações em plena aderência à regulamentação, em conformidade com as boas práticas da indústria do petróleo e com seu próprio manual de procedimentos", conclui a agência.

A multa para a Chevron será calculada dentro de 30 dias, informou a ANP nesta quinta-feira.

Regras

A ANP não vê necessidade de mudar as normas para o setor em função do vazamento na área da Chevron, disse Raphael Moura, superintendente da área de Segurança Operacional e Meio Ambiente da agência.

Segundo ele, o volume derramado em Frade correspondeu a 96 por cento do total de vazamentos de petróleo registrados no Brasil em 2011.

A ANP disse que a Chevron só poderá retomar atividades exploratórias se demonstrar que compreendeu as causas do incidente, provando que pode perfurar e reinjetar água nos poços com segurança.

O relatório da ANP afirma que houve erro no gerenciamento da pressão no reservatório de Frade.

A agência disse também que a análise de risco do poço onde houve o vazamento, um documento importante para a operação, não estava na plataforma na bacia de Campos, conforme determina a regra. 

Reuters - 19/07/2012 - Sabrina Lorenzi

Ainda há vazamento residual em campo da Chevron--ANP

Ainda há vazamento residual nos dois pontos onde ocorreram derrames de petróleo no campo de Frade, operado pela Chevron na bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro, informou nesta quinta-feira a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

No local do vazamento de novembro, que levou a petroleira americana a interromper atividades de perfuração no campo, ainda brotam por dia 20 litros de petróleo do fundo do oceano, disse a diretora-geral da reguladora, Magda Chambriard, durante apresentação de relatório sobre o incidente.

Segundo ela, o volume do vazamento calculado pela ANP, de 3,7 mil barris, considera o total que foi derramado desde a data do incidente até agora --e inclusive o óleo que ficou retido na rocha após o problema e que deverá ainda continuar vazando por algum tempo que ela não soube especificar.

A estimativa de derrame da Chevron diverge do cálculo da ANP. Segundo a petroleira, vazaram 2,4 mil barris de óleo na ocasião do acidente.

No local do segundo vazamento, ocorrido em março deste ano, um volume entre 10 e 15 litros de óleo por dia continua vazando do fundo do mar.

O superintendente da área de Segurança Operacional de Meio Ambiente da ANP, Raphael Moura, afirmou que óleo que está vazando ainda nos dois locais do campo de Frade está sendo capturado por submarinos e armazenado em contêineres.

"Esse vazamento está se reduzindo, a vazão já é a metade do que era há três meses. Mas não podemos dizer quando, não sabemos quando vai parar", afirmou o técnico da reguladora.

Magda voltou a descartar que autorizará a empresa retomar atividades exploratórias na região.

"No momento entendemos que perfuração e reinjeção de água no campo de Frade ainda não é segura."

Reuters - 19/07/2012 - Sabrina Lorenzi

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