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A força da Petra

A força da Petra

Com participação em 53 blocos, a Petra Energia é uma operadora em áreas de fronteira e pretende ainda fazer um grande esforço de coleta de dados sísmicos. A empresa contratou cinco exploracionistas experientes e está montando uma equipe forte. Em entrevista exclusiva, o geólogo Jonas Castro, diretor da Petra Energia, afirmou que quer contratar profissionais com grande experiência e qualificação  em E&P e montar um time mesclando profissionais brasileiros e estrangeiros.

Qual o portfólio de concessões exploratórias da Petra Energia como operadora e como parceira das petroleiras HRT e OGX?

A Petra Energia tem participação em 53 blocos, sendo 24 na Bacia do São Francisco e um na bacia do Amazonas, onde é a Operadora com 100% de participação; Além disso, possui participação de 30% em 7 blocos no Parnaíba e 49% em 21 blocos no Solimões, operados pela OGX e HRT, respectivamente. A área total concedida é de aproximadamente 143.000 km2 (ou  cerca de 103.000 km2 se consideramos apenas a área dos blocos ponderada pelos percentuais de participação da PETRA).

Poderia dar detalhes do projeto de aquisição sísmica para a Bacia do São Francisco?

A PETRA pretende realizar um extensivo recobrimento sísmico 2D nos blocos do São Francisco, como preparação à campanha de perfuração necessária ao cumprimento do Programa Exploratório Mínimo do 2º Período. No momento estamos analisando propostas de diversas empresas de aquisição de dados, e avaliando a capacidade de cada uma delas em atender nossa demanda no prazo disponível, inclusive a reintrodução de 'Vibroseis' no Brasil. Tão logo seja realizada a contratação os valores globais poderão ser apresentados ao mercado.

O modelo exploratório adotado pela Petra será o tradicional com grandes programas de aquisição sísmica em grandes áreas, ou será diferente? Como?

A Petra é operadora em áreas de fronteira, portanto um grande esforço na coleta de dados sísmico ainda se faz necessário. A inovação estará mais associada à nossa forma de avaliar o potencial petrolífero das áreas concedidas, à gestão dos ativos, sua valoração e aproveitamento econômico,  do que na forma de aquisição dos dados durante a fase inicial de exploração no período corrente; contudo, estamos atentos às melhores tecnologias disponíveis, que serão empregadas sempre que julgarmos que propiciarão uma melhor compreensão dos nossos ativos, como por exemplo a Gradiometria.

Qual é o programa exploratório mínimo da Petra comprometido com a ANP?

No bloco do Amazonas o PEM do primeiro período equivale a 280 UT's (Unidades de Trabalho) e no São Francisco, sete poços exploratórios mais 12,450 UT's, que correspondem ao compromisso negociado com a ANP para o segundo Período Exploratório de 21 blocos e primeiro período dos blocos 92, 119 e 126, respectivamente. A Petra ainda tem participação proporcional nos compromissos das áreas operadas pela HRT e OGX.

Quando iniciará o programa de sondagem por poços? Quantos poços pretende perfurar até 2012?

O início da campanha de perfuração no São Francisco está previsto para o primeiro semestre de 2011 e no período 2011/2012 a intenção é perfurar pelos menos sete poços.

A Petra Energia contratou cinco geólogos sênior para essa nova fase mais intensa de exploração. Poderia informar quem são e quais as missões de cada um na empresa?

A informação é a seguinte: Antonio Tisi (ex-Shell e El Paso) será responsável pelas áreas no Solimões e Amazonas e Operações Geológicas; Lucio Prevatti (ex-Geoterra e Shell), é exploracionista com experiência em gás onshore, tendo passado os últimos quatro anos trabalhando em bacias terrestres norte-americanas, com foco em gás não convencional;  Fernando Neves (ex-Promon, PGS, Saudi Aramco e Shell-PDO) retornou ao Brasil em abril deste ano para se juntar à Petra e ficará responsável pelos ativos no Parnaíba e pela Geofísica (aquisição/processamento, novas tecnologias); Julian Fowles (ex-Shell e Cairn) retorna ao Brasil após passar os últimos dois anos e  meio em Delhi e será o Diretor Executivo de E&P; além destes quatro, eu mesmo, Jonas Castro,  ex-Petrobras, ANP e Shell, fui o primeiro a ingressar na Petra com a missão de formar o time de E&P, ajudar a estruturar o escritório no Rio de Janeiro e coordenar as questões coorporativas, regulatórias e com as parcerias. Dos cinco técnicos já contratados, quatro são geólogos e um é geofísico (Fernando Neves). Todos tem  experiência em exploração de petróleo no Brasil e/ou exterior, mestrado e/ou doutorado em Geologia e/ou Geofísica.

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Da esquerda para a direita: Lucio Prevatti, Jonas Castro, Fernando Neves e Antonio Tisi, o time de exploracionistas da Petra.

A Petra já está com seu quadro gerencial e técnico formado? Quais perfis profissionais a empresa ainda está buscando?

Não, ainda estamos desenhando a estrutura da companhia a fim de definir funções que deverão ser preenchidas com quadros próprios e aquelas que serão alvo de prestação de serviço e consultoria, bem como o timing dessas contratações. Neste momento, o foco principal são os profissionais de geologia, geofísica, engenharia de perfuração e de SMS, sendo que todo o suporte administrativo tem sido provido pela holding, a STR.

No Brasil há poucos geofísicos experientes disponíveis no mercado, tanto de aquisição como de processamento ou interpretação.  A Petra Energia pretende recrutar os profissionais no país ou pretende trazê-los do exterior?

A PETRA pretende contratar profissionais com grande experiência e qualificação  em E&P; montar um time mesclando profissionais brasileiros e estrangeiros, com experiência no Brasil e Exterior. Este é o modelo desejado pela direção da companhia, e amplamente apoiado por todos nós, até pela nossa cultura pregressa (Shell, El Paso, Saudi Aranco, Cairn, etc). A exceção do Antonio Tisi e de mim mesmo, os outros três membros da equipe foram trazidos do exterior para compor a equipe inicial, já que o mercado brasileiro está sob grande stress, pois várias empresas estão competindo por profissionais qualificados. Neste momento a Petra está buscando identificar outros profissionais brasileiros que estão no exterior e que queiram retornar o país, bem como profissionais atuando no mercado brasileiro, excluindo aqueles que trabalham para nossos Parceiros e Petrobras.

Como você compara os custos dos levantamentos sísmicos no Brasil em relação ao exterior? Em sua opinião, essa diferença pode ser conseqüência do custo Brasil ou da falta de concorrência no mercado? Ou ambos?

Sinceramente não tenho dados para fazer a comparação, contudo, é possível dizer que a concorrência onshore é muito limitada, o que pode elevar os preços. Por outro lado, a demanda também é restrita, especialmente para grande levantamentos, como os pretendidos pela Petra. Assim sendo, é possível estabelecer parcerias de longo prazo com os prestadores de serviço, que se beneficiarão da garantia de utilização de seus equipamentos, manutenção de equipes, etc, as quais permitirão ganhos de escala e, conseqüentemente, melhores preços. Além disso, estamos analisando a reintrodução de Vibroseis no país, o que aumentaria a concorrência onshore e poderia reduzir custo, além de aumentar a produtividade das companhias.

Os trabalhos de processamento e interpretação serão feitos no Brasil ou no exterior? Já há alguma empresa de processamento pré-qualificada? Vocês vão terceirizar a fiscalização dos serviços de aquisição sísmica ou empregarão recursos próprios para isso?

Além do fato que os blocos terrestre têm obrigações de Conteúdo Local bastante elevadas, a Petra reconhece que existe excepcional capacitação técnica no Brasil para os trabalhos de aquisição e processamento. Após a abertura do setor de E&P e a criação da ANP, muitos empreendedores, vários deles egressos da Petrobras, decidiram montar companhias de prestação de serviço na área de processamento, entre elas eu poderia citar a CPGEO,  Flamoil e Stratageo, cuja qualidade no processamento de dados sísmicos terrestres tem sido amplamente reconhecida pela indústria.

Por isso tudo - e por também ser um empresa brasileira - nosso objetivo é fazer todo o trabalho de processamento no país. Claro que além das novas empresas brasileiras, que mencionei, existem no país representações de grandes empresas estrangeiras como a CGG, WesternGeco e Geokinectics, todas empregando muitos brasileiros, e que podem garantir tanto o conteúdo local quanto a qualidade necessária, ou seja, no final das contas a decisão na Petra não será diferente de qualquer outra empresa do setor, vale o trinômio preço-qualidade-alto conteúdo local.

Os trabalhos de fiscalização de aquisição sísmica, por exemplo, deverão ser terceirizados, já que nossa empresa está sendo montada e não pretendemos fazer tudo, mas sim concentrar nossos recursos nas áreas de planejamento, estratégia e interpretação, subcontratando suporte sempre que houver boas opções (técnicas e comerciais) no mercado.

A utilização extensiva de levantamentos e estudos de Gravimetria e Magnetometria - de custos bem inferiores aos custos dos programas sísmicos – sabidamente ajudam a definir as áreas de maior potencial petrolífero e, com isso, otimizam o projeto exploratório como um todo. Esta estratégia será também utilizada pela Petra Energia? pretende realizar uma campanha de levantamentos geoquímicos junto com a sísmica em seus blocos na Bacia do São Francisco?

Com relação aos métodos potenciais há que ser dizer que grande parte dos nossos ativos já está coberta por levantamentos gravi-magnetométricos, sendo que parte destes levantamentos foi realizado pelas antecessoras da Petra (Oil M&S e STR) como parte do Programa Exploratório Mínino do primeiro período dos blocos. Além disso, existem novas tecnologias a serem testadas como a aquisição de dados Magneto-Telúricos, já disponíveis no São Francisco, e Gradiométricos; estamos considerando todas as opções disponíveis.

A Petra Energia é a empresa que tem maior área de exploração em bacias terrestres no Brasil. Faça um breve histórico de como a empresa adquiriu ativos por preços baixos e isso atraiu o olhar de grandes empresas para o mercado onshore brasileiro.


A tese do 'preço baixo' não é compartilhada por nós; não se pode esquecer que as ofertas durante as Rodadas (de Licitação da ANP) são compostas pelo bônus de assinatura, pelo Programa de Trabalho e pelos percentuais de conteúdo local. Se considerarmos os riscos associados aos nossos ativos, que estão em bacias de fronteira, de alta complexidade da logística e operacional, com impacto direto no custo das operações, os investimentos totais ofertados pela Petra são bastante significativos. A percepção de valor e risco é particular de cada companhia, então ...

Quando serão inauguradas as novas instalações da Petra Energia no Rio de Janeiro?

As obras já estão em andamento e a previsão (otimista) é que nossas instalações fiquem prontas em Setembro; mas reforma é reforma! Nossa sede será na Av. Rio Branco, 157.


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