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O que é Geofísica segundo a CBPM

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O que é Geofísica

Segundo a CBPM

A Geofísica é um ramo do conhecimento humano centrado nas geociências, que possui um campo muito vasto de atuação. A rigor, tanto a Oceanografia Física como a Meteorologia são partes da Geofísica. Também nosso Sistema Solar é hoje estudado muito mais pela Geofísica do que pela Astronomia.

Tendo um nível de atuação mais complexo que a Geologia e a Física não quântica, ela interage fortemente com estas ciências, as quais lhe servem de pilares. Isto, entretanto, não significa que a Geofísica seja um tipo de Física Aplicada, ou em parte quantitativa da Geologia. Ela tem seus próprios métodos de estudo, constituindo, ao mesmo tempo, uma ciência multidisciplinar e transdisciplinar. Outras áreas de interesse e suporte são: a matemática em suas diversas áreas, a estatística, o processamento de dados e de informações, as engenharias de telecomunicação e instrumental, e a oceanografia.

Trabalhando com a medida de campos de ação remota, ela não necessita da observação local e direta do fenômeno. Por isto é capaz de analisar informações, que vão desde o centro do Núcleo Interno da Terra até a parte mais externa da Magnetosfera Terrestre. Questões vitais para a economia, o bem-estar e a própria sobrevivência da população humana encontram-se no cerne de pesquisas geofísicas de fronteira, como a variação das temperaturas da superfície terrestre e do nível do mar com o tempo.

Quantas pessoas sabem, por exemplo, que a vida na Terra depende de seu campo magnético? Ele nos protege do bombardeio dos raios cósmicos e das nuvens de gás ionizado, plasma emitido pelo Sol, que se denomina de “vento solar”. A interferência deste fenômeno em redes de distribuição de energia, nas telecomunicações, no desempenho de equipamentos em satélites e na segurança de astronautas (isto será um problema no futuro) levou à criação de um novo tipo de meteorologia: “Space Weather”. Ela não trata diretamente dos problemas da troposfera terrestre e sim de fenômenos que ocorrem em partes mais externas de nossa atmosfera, mas que, em última análise, vão interferir no clima global e local. Até bem pouco tempo, tais estudos eram denominados de Geofísica Pura em oposição à Geofísica Aplicada. Entretanto, esta dicotomia perde sentido cada vez mais.

Historicamente a Geofísica tem suas bases na definição do campo gravitacional por Galileu – que deu origem ao método GRAVIMÉTRICO, e na descrição de um modelo magnético da Terra por William Gilbert, ao modelar uma variedade de magnetita denominada de lodestone – que deu origem ao método MAGNÉTICO. Estes dois métodos, que tiveram grande importância no século XIX, foram suplantados inicialmente pelos métodos ELÉTRICOS e ELETROMAGNÉTICOS na primeira metade do século XX, e depois, pelos métodos SÍSMICOS, na segunda metade do século XX.

Entretanto, a gama de aplicações da Geofísica, que até o início dos anos 90 era, essencialmente, de exploração de recursos naturais como petróleo, minerais e água subterrânea, tem aumentado progressivamente. Por isto, embora a sísmica ainda seja o carro-chefe, por causa da importância estratégica e de commodity da prospecção de petróleo, está havendo um equilíbrio cada vez maior do emprego dos vários métodos geofísicos, inclusive RADIOMETRIA e GEOTERMIA. Parasnis enfatiza este aspecto no prefácio de seu livro “Principles of Applied Geophysics” de 1997, afirmando que “o escopo da geofísica estendeu-se consideravelmente além da prospecção de óleo, mineral e água, para problemas arqueológicos, de engenharia civil, geo-hidrológicos e ambientais, sem esquecer a investigação de locais para dispor lixo atômico”. Ele também enfatiza o papel do método GPR (radar de investigação do subsolo) nesta guinada.

No tocante à exploração mineral, ressalta-se a importância dos levantamentos aéreos, pela sua capacidade de cobrir grandes áreas de forma rápida, eficaz e com baixa razão custo/benefício e sem agredir o ambiente. Isto fornece uma visão macro das áreas de investigação e permite planejar os trabalhos de follow-up geofísicos ou de outras disciplinas, possibilitando que uma considerável quantidade de informações esteja, em um curto espaço de tempo, disponível para otimização de diagnósticos sobre determinada área.

Os trabalhos terrestres, em nível de detalhe e/ou de semidetalhe, utilizam todos os métodos geofísicos tradicionais e são necessários, tanto para aferição dos dados aerogeofísicos, quanto para conhecimento in situ dos controles e características dos depósitos minerais e suas modelagens, bem como para fomentar subsídios para ações multidisciplinares integradas. As investigações geofísicas realizadas em furos de sonda (perfilagens de poços) são utilizadas como ponto de acesso a regiões profundas para obtenção direta de registros petrofísicos consistentes e objetivos, com o emprego de unidades de aquisição informatizadas e de alta resolução.

Geofísica na Bahia

A geofísica na Bahia, anterior à década de 60-70, era basicamente restrita a trabalhos direcionados para a exploração de petróleo, cujos técnicos, quando não estrangeiros, alocados à esta empresa, eram engenheiros com cursos especializados em técnicas geofísicas para exploração de petróleo, notadamente técnicas terrestres relacionadas aos métodos potenciais (magnetometria e gravimetria), sísmicos (refração e reflexão) e de perfilagens em poços. No final da década de 60 e inicio da década de 70, de forma pioneira no Brasil, deu-se inicio na Bahia, a formação de especialistas em geofísica, áreas de física nuclear e de exploração de recursos naturais (hídricos e mineral).

Ainda nesta década houve uma forte tendência de uso de geofísica regional (levantamentos aerogeofísicos) pelos órgãos públicos federais sendo a Bahia contemplada com trabalhos em uma vasta área do seu território. Sendo assim, no período entre 1975 e 1982, parte do Estado da Bahia foi coberto por aerolevantamentos executados pelo Departamento Nacional da Produção Mineral/Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais/Nuclebrás, de qualidades muito variáveis, feitos a partir de equipamentos com sensores de baixa resolução (Magnético /Gamaespectrométrico), com um posicionamento duvidoso (navegação visual) e espaçamentos de linhas inadequados que variaram de 1.000 a 4.000 metros.

Ainda neste período o Estado da Bahia foi contemplado por uma rede gravimétrica integrada que lhe permitiu elaborar um Mapa Gravimétrico Regional (Bouguer), representativo da escala 1:1.000.000, através do Projeto Levantamento Gravimétrico do Estado da Bahia, executado em 1980, pelo convênio DNPM/CPRM.

Desde esta época, empresas privadas, a exemplo da SOPEMI, e estatais, DOCEGEO/VALE DO RIO DOCE, hoje VALE, têm realizado trabalhos regionais de aerogeofísica e terrestre, em diferentes escalas, objetivando a exploração de minerais metálicos, preciosos e semipreciosos. Estes dados não estão disponibilizados por estas empresas.

Fonte: www.cbpm.com.br


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