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Geofísico tem taxa de desemprego zero e pode ganhar R$ 40 mil

Seja com petróleo, gás, mares, solos, rios, abalos sísmicos, minérios ou vulcões: as áreas de atuação dos geofísicos são tão extensas quanto as ofertas que o mercado oferece para esse profissional, que investiga os fenômenos elétricos, térmicos, magnéticos, gravitacionais e sísmicos do planeta.

Depois da graduação em Física, Sérgio Bezerra Lima Júnior, 32 anos, sentiu falta de uma aplicação direta do que havia aprendido. Com essa inquietação, se candidatou para o mestrado em Geofísica na Universidade de São Paulo. A identificação foi natural, tanto que depois prestou vestibular para a graduação na mesma instituição. Atualmente, Sérgio é doutorando e reconhece a necessidade de novos profissionais.

"Na minha turma na faculdade começaram 40, mas só seis concluiram. Sobre salários, quando se tem especialização, é possível ganhar R$ 40 mil, trabalhando no Brasil. Ainda assim, é um mercado carente de mão de obra. Tanto que empresas terceirizadas já recrutam alunos ainda nas universidades. Empresas de renome internacional também fazem recrutamento. A própria Petrobras faz concurso todos os anos para absorver profissionais", avalia.

O mercado de petróleo e gás é, inclusive, apontado como o mais aquecido, "devido ao boom do pré-sal". "Na Bahia o trabalho é voltado mais para a área do petróleo. No Pará, para exploração mineral. No Nordeste, no geral, tem procura de aquíferos para exploração de água". No Ceará, ele ressalta que há intercâmbio com outras áreas, como petróleo, exploração mineral, geofísica forense.

Ficou interessado em se tornar um geofísico? Sérgio destaca algumas características importantes: estar familiarizado com área computacional e softwares, e gostar de matemática, física, geologia. Também é bom estudar idiomas, já que muitos treinamentos são feitos fora do Brasil, especialmente no Texas.

Ensino e pesquisa

Foi inaugurado na Universidade Federal do Ceará (UFC), no fim de abril, o Laboratório de Geofísica de Prospecção e Sensoriamento Remoto, com espaços destinados a pesquisadores, técnicos em geologia e geofísica. No mesmo dia, o reitor Jesualdo Farias anunciou que a instituição pretende criar o curso de Geofísica. Para isso, acredita-se que haja necessidade de trazer professores do exterior.

Bate-papo com o doutor

Mariano Castelo Branco, doutor em Geofísica - Coordena o Laboratório de Geofísica da UFC e é doutor em Geofísica e Teledetecção pela Universidade de Nantes, na França

Como está o mercado para esse profissional?

Mariano - Não só no Brasil como em todo o mundo temos um mercado aquecido. O geofísico é um dos profissionais mais requisitados para processamento de dados, de prospecção de petróleo e gás, mineração. Não só a Petrobras como também empresas internacionais estão em busca de profissionais.

Em média, quanto ganha um geofísico?

Mariano - Inicialmente, o geofísico ganha de R$ 7 a 8 mil. No mercado internacional pode haver ganhos de 900 dólares por dia. Varia entre as inúmeras áreas.

Por que faltam profissionais?

Mariano- Poucos concludentes chegam até o final da graduação. Além de que, a universidade tem que ampliar a divulgação e investir no que o mercado demanda. Geofísica é uma profissão que envolve muitos recursos, pesquisas e trabalhos de campo.

O Povo - 15/05/2012

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