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Além de trabalhar na área de mineração ou petróleo, o profissional pode atuar no ramo de recursos hídricos ou se especializar em pedologia se pretende se aproximar do agro.

globorural-agro-geologoA mineralogia ainda é um dos campos de atuação mais comuns para o geólogo (Foto: Thinkstock)

A pedido dos nossos leitores, conversamos com especialistas para descobrir qual a relação entre a geologia e o agronegócio. Segundo Alexandre Perinotto, vice-diretor do curso na Unesp de Rio Claro, as duas áreas dialogam em algumas situações.

"Um dos casos, por exemplo, é quando nos referimos à conservação de aquíferos subterrâneos. Vamos supor que o dono de uma fazenda queira saber se pode destinar a água que aflora em sua propriedade para a irrigação." Antes de fazê-lo, ele pode consultar um geólogo. "Caso se trate de um aquífero, ele precisará investigar se o trecho que percorre a fazenda é uma área de recarga. Nesse sentido, o geólogo contribui para que o agronegócio impacte o mínimio possível na gestão dos recursos hídricos."

Outro exemplo citado pelo professor é a contaminação de lençóis freáticos pelo uso de fertilizantes. "Mais uma vez, estamos tratando da questão do impacto ambiental e dos recursos hídricos. Uma alternativa possível para quem quer se manter focado no agronegócio e trabalhar com equipes multidisciplinares, acompanhado de agrônomos e outros especialistas."

Perfil do profissional

Perinotto comenta ainda que a profissão exige amplo contato com a natureza. "O trabalho de campo para o geólogo é como o hospital para o estudante de medicina. Na Unesp de Rio Claro, aproximadamente 40% do curso é prático." O professor afirma que da atividade de campo depende a coleta de dados, para posterior tratamento das informações no escritório e possível análise em laboratórios.

Vânia Maria Fernandes Barriga, vice-diretora do curso de Geologia da Universidade Federal do Pará, concorda com o colega. Para ela, "o perfil do geólogo corresponde ao de um profissional curioso, que esteja disposto a visitar locais inóspitos, viajar bastante e ter uma formação multidisciplinar."

Mercado de trabalho

Segundo Perinotto, para se destacar no ramo também é importante investir em uma pós-graduação. E aí sim é possível identificar outra aplicação da geologia no agronegócio. "Com uma especialização em pedologia, por exemplo, o geólogo pode estudar com maior profundidade assuntos ligados ao solo e às culturas que se desenvolvem melhor em determinados substratos", diz o professor da Unesp. Segundo ele, sem essa especialização o profissional está muito mais focado no estudo do solo baseado na decomposição das rochas, o que não é o ideal para quem deseja seguir uma carreira voltada para o agro.

De qualquer forma, as áreas de atuação mais comuns ainda são: mineração e petróleo. Os postos de trabalho geralmente são oferecidos por empresas públicas e privadas desses setores. Além delas, prefeituras também têm empregado geólogos para contribuir com o desenvolvimento de seus planos-diretores. Os profissionais podem atuar na análise de projetos de construção de aterros sanitários, zonas industriais e expansão urbana.

Outra vertente é a carreira acadêmica. "Ramo que tem crescido muito por causa do aumento do número de cursos de geologia no Brasil. Hoje, já temos em torno de 30 graduações no país e a demanda por professores doutores tem alimentado esse mercado", afirma Perinotto.

Média salarial

De acordo com dados de 2013 do Sindicato dos Geólogos no Estado de São Paulo (Sigesp), o salário de profissionais recém-formados em geologia é de R$ 4.286,00, atingindo pelo menos R$ 5.400,00 após dois anos de formação.

Onde estudar

Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Belém e Marabá. Duração: cinco anos. Vagas por ano: 70.

Universidade Federal de Brasília (UnB). Duração: quatro anos. Vagas por semestre: 33.

Universidade Federal da Bahia (UFBA), Campus Salvador e Barreiras. Duração: quatro anos. Vagas por ano: 72.

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Campus Belo Horizonte. Duração: cinco anos. Vagas por semestre: 35.

Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campus Rio Claro. Duração: cinco anos. Vagas por semestre: 35.

Globo Rural - 09/09/2014 - POR Marina Salles

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