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ANP: Especialistas em geofísica do petróleo

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural de Biocombustíveis (ANP) é o órgão regulador das atividades que integram a indústria do petróleo e gás natural e de biocombustíveis no Brasil. Vinculada ao Ministério de Minas e Energia, é a autarquia federal responsável pela execução da política nacional para o setor, como foco na garantia do abastecimento de combustíveis e na defesa dos interesses dos consumidores.

A ANP é também um centro de referência em dados e informações sobre a indústria do petróleo e gás natural: ela criou e mantém o Banco de Dados de Exploração e Produção (BDEP); promove estudos sobre o potencial petrolífero e o desenvolvimento do setor; recebe e torna públicas as notificações de descobertas; divulga as estatísticas oficiais sobre reservas e produção no Brasil; entre outras atividades.

No universo de 16 servidores que trabalham ou participam de algum modo no BDEP, apenas dois são geofísicos (um pleno, com 10 anos de experiência, e um sênior com mais de 25 anos de atividades profissionais nesta área) e sete são geólogos.

A função dos geofísicos é a de assessorar os geólogos nos quesitos técnicos referente aos dados geofísicos. São especialistas em geofísica do petróleo. Trabalham em vários ramos, desde o processamento de dados sísmicos e não-sísmicos (gravimetria, magnetometria e eletromagnético) até o controle de processos de autorização de campanhas de levantamentos de dados realizadas por empresas de aquisição de dados (EAD) e por concessionárias exploração e produção de óleo e gás no território nacional, bem como, da aprovação dos dados entregues no BDEP.

Eventualmente, os geofísicos do BDEP, órgão vinculado à Superintendência de Dados Técnicos (SDT/ANP), produzem trabalhos para outras superintendências da ANP. O setor de poços deveria ter um geofísico. Possivelmente nos próximos concursos este deverá ser contratado. As vagas abertas em edital público são estipuladas pela diretoria da ANP e autorizadas pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), sendo que a contratação ocorre apenas por meio de concurso.

Ainda neste mês de outubro, há no mercado a expectativa de que será publicado o edital do novo concurso público da ANP. Na autorização do MPOG, publicada no Diário Oficial da União de 23/04/2012, constam 152 cargos no total, sendo 115 especialistas em regulação, 15 especialistas em geologia e 22 analistas administrativos.

A faixa de salários varia conforme o tempo de serviço e as respectivas gratificações. A média de remuneração para geólogos e geofísicos é de aproximadamente R$ 9.000,00 líquidos por mês.

O geofísico atua no BDEP, resolvendo problemas técnicos e de discussão sobre padrões e resoluções de entrega de dados. É interessante que tenha bagagem técnica especializada de alto nível. A agência não exige especialização, mas caso o profissional tenha alguma no seu currículo, esta será bem utilizada na sua área de atuação. Caso contrário, deverá buscar essa especialização.

A própria ANP oferece ao seu quadro de servidores cursos de pequena duração em entidades privadas ou públicas, além de treinamento de pessoal. As oportunidades de se construir uma carreira profissional dentro da agência são ilimitadas. Geólogos e geofísicos, assim como profissionais de outras áreas, podem chegar ao topo da hierarquia, assumindo um dos três cargos de diretor ou, até mesmo, de diretor-geral.

Curiosamente, ao contrário do que ocorre com a indústria do petróleo, a falta de rodadas de licitação de áreas para exploração de petróleo afeta positivamente a agência no tocante à contratação de geocientistas em seu quadro. O motivo: sem novas rodadas maior número de profissionais com este perfil está disponível, numa área do mercado de trabalho que é disputadíssimo.

Salvo raras exceções, o geofísico recém-formado no Brasil não sai das universidades apto para o trabalho. Para o superintendente-adjunto de Dados Técnicos da ANP, Claudio Jorge Souza, as universidades públicas brasileiras que oferecem cursos de graduação em Geofísica não cumprem bem o seu papel na formação do futuro profissional geofísico. Segundo ele, as faculdades pecam por especializar o aluno, segundo ele, "de maneira errada".

"É quase impossível encontrar um geofísico recém-formado que saiba processar um dado sísmico. Isso se deve, ao fato de que os grupos de sísmica das universidades não ensinarem a todos os alunos de maneira igual. Eles escolhem a quem vão ensinar o estado-da-arte e deixam o resto sem o conhecimento necessário", afirmou Souza.

Para treinar novos profissionais, a ANP também adota uma postura comum na indústria. Ela mescla profissionais de reconhecida experiência e capacidade profissional com servidores novos para facilitar a transmissão de tecnologias e aprendizado do trabalho. Porém, apesar de o Brasil possuir pessoal apto de nível internacional, uma das grandes dificuldades encontradas é identificar profissionais mais experientes com interesse em transmitir conhecimentos para os jovens geofísicos.

"Infelizmente, a consequência é que o País ainda vai precisar contratar geocientistas expatriados para o segmento de geologia e geofísica por mais duas ou três décadas", prevê o superintendente.

Leia também:

Perguntas e respostas sobre o Concurso Público da ANP

Os interessados que desejarem conhecer mais, tirar dúvidas ou enviar currículo, o Banco de Dados de Exploração e Produção fica na Av. Pasteur, 404 - Bloco A4 - Urca - Rio de Janeiro - Brasil - CEP: 22290-255. Os telefones para contato são: (21) 3545-0175 / 3545-0112 /3545-0109 - Fax: (21) 3545-0108

19/10/2012

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