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Décio Oddone

A indústria do petróleo e gás no Brasil vive um momento único. Depois de anos de retração causada pela ausência de rodadas de áreas para exploração, pela queda do preço do petróleo e pela redução dos investimentos, o setor se prepara para retomar uma trajetória de crescimento. Em 2017, apenas seis poços exploratórios já foram concluídos. Em 2011, foram 238. Em 2012, 91 sondas de perfuração operavam no Brasil. Em 2017, são apenas 16. Tivemos 173 descobertas de petróleo em 2012. Este ano, só foram apenas seis. É muito pouco para um país que conta com o présal — a maior descoberta de petróleo nos últimos 20 anos — e tem 7,5 milhões de quilômetros quadrados de bacias sedimentares, dos quais menos de 5% estão sendo explorados.

A redução de atividade no setor de petróleo e gás foi ruim para o país e para o Estado do Rio em particular. Milhares de empregos foram perdidos. As oportunidades criadas pelas descobertas da década passada não foram plenamente aproveitadas. Poços não foram perfurados, projetos de desenvolvimento da produção não deslancharam. Como resultado, as encomendas para a indústria não se materializaram. A produção não cresceu como deveria. Emprego e renda não foram gerados. Estados, municípios e a União deixaram de arrecadar bilhões de reais em royalties e participações especiais. O Estado do Rio de Janeiro foi o mais atingido pela crise que causou forte impacto na indústria naval e em outros setores da economia. Felizmente, esses tempos estão ficando para trás. No entanto, enquanto pavimentamos o caminho para a indústria retomar a dinâmica perdida, precisamos destravar os projetos em andamento e dar fôlego aos segmentos de bens e serviços. Isso permitirá que a indústria atravesse esse período de dificuldades e possa se beneficiar do calendário de rodadas e das outras medidas de incentivo que foram tomadas.

A 14ª Rodada de Licitações da ANP, em 27 de setembro, é o primeiro passo em direção à maior transformação que o setor de exploração e produção de petróleo e gás já vivenciou. Com regras novas para conteúdo local e contratos aperfeiçoados, vai ofertar 287 blocos em 29 setores de nove bacias sedimentares, totalizando 122.622,4 quilômetros quadrados.

O Rio, responsável por 67% da produção de petróleo do país, terá seis blocos marítimos em oferta. São áreas de grande potencial, vizinhas do Polígono do Pré-Sal, na Bacia de Campos. Sua exploração vai beneficiar a economia do Norte Fluminense e de todo o estado. No dia 27 de outubro, serão realizadas duas rodadas do pré-sal, que também terão áreas no Rio de Janeiro. O potencial para atração de investimentos e encomendas para a indústria nacional é enorme. O ano de 2017 vai entrar para a história como o da virada para o setor de petróleo e gás e para o Rio. É para isso que trabalhamos.

* Diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

O Globo

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