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Residente da Incubadora de Empresas da COPPE tem acesso rochas de seis campos do pré-sal da Bacia de Santos para análise que auxilia a tomada de decisões das operadoras interessadas

Com a proximidade da OTC em Houston e dos próximos leilões de pré-sal que o governo brasileiro pretende fazer até 2019, as principais empresas de petróleo do mundo já iniciaram suas buscas pelas melhores bacias. Com base no planejamento feito pelo governo, os leilões no pré-sal podem gerar investimentos de cerca de R$ 250 bilhões com as atividades de desenvolvimento das áreas, concentradas na Bacia de Santos e, em menor quantidade, na de Campos.

A Petrec, uma startup residente da Incubadora de Empresas da COPPE, teve acesso às amostras das rochas dos seis principais campos do pré-sal da Bacia de Santos para análise, com o objetivo de auxiliar a tomada de decisões das operadoras internacionais interessadas. As amostras são dos campos: Sapinhoá, Lula, Libra, Búzios, Lapa e Sururu. O principal objetivo é obter dados que permitam uma caracterização mais confiável dos reservatórios carbonáticos, procurando diminuir as incertezas nos valores de permeabilidade e porosidade presentes na rocha, de modo a dar mais confiabilidade aos cálculos volumétricos de estimativa de volumes de hidrocarbonetos potencialmente recuperáveis. Além disso a empresa obtém tecnologia que permite citar outras soluções que auxiliam o entendimento geológico / descrição petrofísica, e que podem ser obtidas a partir de imagens digitais de altíssima resolução e modelos tridimensionais extraídos de dados tomográficos. Essas imagens e modelos são obtidos por um fluxo aperfeiçoado pela PETREC para análise de testemunhos.

A partir de tecnologia avançada de petrofísica computacional, a startup realiza uma série de processamentos e simulações em modelos 3D digitais, no sentido de fornecer uma análise não destrutiva e rápida das propriedades das rochas. Estes modelos digitais caracterizam o arcabouço mineral e espaço poroso representativos da amostra real, obtidos nas escalas de testemunho e de plugue, a partir da técnica de tomografia computadorizada de Raio X. A metodologia desenvolvida pela empresa, fornece uma série de análises e simulações que visam estimar propriedades intrínsecas das rochas digitalizadas, tais como, a porosidade, permeabilidade, parâmetros elétricos e propriedades elásticas, bem como análise mineralógica e construção de perfis de poços.

Para ter acesso as rochas, a empresa precisou passar por uma certificação junto a ANP para estar habilitada ao acesso às amostras. O processo de solicitação incluiu um extenso estudo geológico da bacia com o intuito de escolher os poços e intervalos mais representativos em que as amostras de rochas são analisadas.

 

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