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Responsável pelos levantamentos de dados em 2D e 3D que contribuíram para as descobertas de Tupi (atual Lula) – que deu a partida na exploração do pré-sal brasileiro–,  Júpiter e o gigantesco campo de Libra, a CGG começa a reprocessar um acervo único dessa nova fronteira exploratória, que entrou definitivamente para o calendário de leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Principal foco do 'road-show' internacional que a agência realizou entre maio e junho, passando por Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Malásia, Cingapura, China, Rússia e Noruega, o pré-sal tem um enorme potencial exploratório, o qual demandará mais estudos e reprocessamento de dados já adquiridos, para a tomada de decisão de investidores e dos operadores que atuam nesse cenário.

O que coloca a CGG em uma posição privilegiada no mercado de sísmica. “A posição única do acervo de dados da CGG na bacia de Santos é o resultado de um processo estratégico e contínuo de identificação de bacias mais prolíficas. Processo que é complementado com o uso de tecnologia de ponta responsável pelas melhores imagens das camadas potenciais do reservatório”, pontua Julio Perea, vice-presidente de Subsurface Imaging South America da CGG.

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Ele lembra que após a descoberta de Tupi e de outros campos em águas profundas da Bacia de Santos e na área do pré-sal, a CGG ficou em uma posição forte, com mais de 20.000 km² de dados contíguos 3D multicliente. A empresa decidiu continuar investindo nessa área, considerada altamente prospectiva, seguindo os passos de petroleiras que apostaram no pré-sal.

Ciente de que os dados 2D não oferecem um imageamento adequado, devido à complexidade estrutural e geológica do pré-sal, a CGG adquiriu mais dados 3D usando sua tecnologia mais nova, o  BroadSeis™. “Para garantir a largura de banda suficiente para obter uma imagem que minimizasse os riscos das operadoras e que fosse a mais próxima da realidade, usando os algorítimos de imageamento e processamento mais avançados”, frisa o executivo.

A empresa adquiriu sísmica 3D BroadSeis juntamente com os dados de gravimetria e magnetometria que foram processados com algoritmos de ponta, como FWI (Full Waveform Inversion), entre outros, para o imageamento do pré-sal. Com isso, a empresa acumulou em pouco mais de dez anos um banco de dados de mais de 80 mil km2 sobre esse cenário (e que equivale ao dobro da área sob concessão hoje no pré-sal).

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Tecnologia BroadSeis

Uma das principais vantagens competitivas da CGG está na tecnologia BroadSeis™, que devido à largura de banda fornece dados de alta resolução nas camadas do pós-sal e apresenta as baixas frequências necessárias para penetrar até o pré-sal.
“Nossa tecnologia de imageamento é de renome mundial e nossa experiência no Brasil é incomparável, já que temos, há mais de 10 anos, o maior centro de processamento no país, possibilitando uma imagem única dos dados sísmicos brasileiros”, destaca o Julio Perea, vice-presidente de Subsurface Imaging South America da CGG.
Outro diferencial competitivo é o Centro de Tecnologia da CGG, localizado no Rio de Janeiro, um investimento estratégico da empresa, que já se tornou um centro de referência e de tecnologia de ponta para America Latina. O centro também abriga um grupo de caracterização de reservatório com ampla experiência em petrofísica e geologia da região.
“O valor agregado, para as empresas operadoras, é que minimizamos o risco e a exposição, fornecendo a melhor imagem dos blocos, melhorada com dados geológicos, estudos e serviços, permitindo uma compreensão mais aprofundada da subsuperfície”, afiança Perea. “Usamos a mais recente tecnologia disponível no mundo, personalizada para o contexto brasileiro por especialistas altamente qualificados em geociências e em P&D, que realizaram pesquisas regionais e estudos geofísicos e geológicos”, complementa.
O modelo de negócios é outro ponto importante na estratégia da empresa. “O modelo multicliente é o único a abrir um país para investidores estrangeiros. E o Brasil tem sido um dos principais exemplos dos benefícios deste modelo, avalizado pela ANP”, conclui.

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Subsídios estratégicos

Acervo que está sendo renovado com o reprocessamento de dados sísmicos já existentes. Dando continuidade à série de campanhas não exclusivas iniciadas em 2008, no ano passado a CGG iniciou um levantamento 3D multicliente na bacia de Santos, denominado Santos Fase VII B. O objetivo é adquirir até 13.949 km2 de dados. Com licença válida até setembro de 2017, esse levantamento irá cobrir, em sua maioria, uma área não contratada em águas profundas (de 2 mil metros), mas estão incluídos ativos do pré-sal.

A área projetada cobre, ao menos parcialmente, os blocos BM-S-11 (Lula) e BM-S-24 (Júpiter) e os antigos blocos da cessão onerosa Tupi Nordeste (Lula) e Entorno de Iara que, junto com Iara, contemplam os campos de Atapu, Sururu e Berbigão, além de suas subdivisões. “Essa campanha também abrange Saturno, Três Marias, Júpiter e Pau Brasil. A aquisição durará até o final de junho e espera-se que os dados fast-track já estejam disponíveis em outubro desse ano”, frisa Julio Perea.

mapa leilao pre sal 2017

Ou seja: os levantamentos abrangem praticamente todas as áreas listadas para serem ofertadas nos leilões 2, 3, 4 e 5, sob regime de partilha, que a ANP está autorizada a realizar nos próximos 24 meses, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Dos dois leilões previstos para este ano, o primeiro vai ofertar quatro áreas unitizáveis: na bacia de Santos há duas áreas adjacentes a prospectos onde houve grandes descobertas, como a de Carcará (bloco BM-S-8), onde a Petrobras encontrou uma coluna de óleo de 318 metros, e Gato do Mato (bloco BM-S-54), operado pela Shell.

A terceira é no entorno de Sapinhoá, segundo maior produtor do pré-sal, que agregou quase 300 mil boe/dia à produção do País em abril.  A quarta área unitizável é adjacente ao Campo de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, que tem jazida compartilhada com Tartaruga Mestiça.

O segundo leilão programado para 2017 é que já começou a aquecer o mercado de dados sísmicos, uma vez que ofertará quatro áreas de grandes dimensões: são três prospectos na bacia de Santos - Pau Brasil, Peroba e Alto de Cabo Frio-Oeste – e, ao lado deste último, a área, de Alto de Cabo Frio-Central, que avança pela bacia de Campos.

Todos altamente atrativos para os investidores, incluindo as oil majors que querem ampliar sua fatia no pré-sal, como Shell, Statoil, Total, e as que ainda não tem um ativo nessa nova fronteira, como Exxom Mobil, entre outras. E para auxiliar nessa tomada de decisão, vão recorrer aos dados disponíveis no mercado, no qual a CGG é detentora de subsídios valiosos.

“Como parte do nosso programa de reprocessamento Constellation, que utiliza as mais recentes tecnologias, a CGG também fez a integração de outros dados de geociências, a partir de seu programa JumpStart, que inclui a reinterpretação e integração de poços-chave da área com petrofísica, descrição de formação, biostratigrafia e estratigrafia”, revela Perea. Será feito igualmente  um estudo geológico que proporcionará uma revisão dos controles-chaves sobre a prospectividade, vinculando os poços e outros dados de geociências aos dados sísmicos.

A Petrobras vai exercer o direito de preferência pela área de Peroba, encravada ao sul dos campos de Lula e a oeste de Sapinhoá, que juntos respondem por 80% da produção do pré-sal. Também requereu direito de preferência em Alto de Cabo Frio Central, prospecto localizado a nordeste do campo de Libra, pelo qual ela terá de desembolsar um mínimo de R$ 500 milhões de bônus de assinatura – valor, que poderá ser complementado pelas parceiras dela em Libra. Com essa aquisição, a Petrobras poderá estabelecer um corredor de produção conectando as duas bacias, Santos e Campos.

Estudos em expansão

A CGG está trabalhando na extensão do programa Constellation para todo o polígono do pré-sal. O que inclui as área selecionadas para o quarto e quinto leilões sob regime de partilha no pré-sal, previstos para 2018 e 2019. No BID4, serão oferecidos os prospectos de Três Marias, Saturno e Uirapuru, todos na Bacia de Santos. Perea explica que a campanha sísmica 3D multicliente em Saturno representa uma área de mais de 6.000 km2 e terá os dados fast-track disponíveis em algumas semanas.

“Neste momento, é prematuro comentar sobre a estrutura existente no pré-sal, mas podemos adiantar que, havendo uma descoberta nesta área será difícil as pessoas se lembrarem de que Libra e Lula foram as maiores descobertas até então”, vaticina o executivo.

mapa do pre sal 2017

A CGG também fez estudos nas áreas dos blocos exploratórios de C-M-537, C-M-655, C-M-657 e C-M-709, na Bacia de Campos, que também entram na rodada de 2018. “Atualmente estamos reprocessando essas áreas para alcançar um cubo 3D harmonizado com todos os dados armazenados do pré-sal e adicionando também o programa JumpStart”, observa Perea.

Ele lembra ainda que as áreas previstas para serem licitadas em 2019, no BID5 – Sudeste de Lula, Sul e Sudoeste de Júpiter e prospecto de Aram, também fazem parte do projeto Constellation, em fase de finalização, juntamente com o programa JumpStart.

Mas a empresa não deve parar por ai, uma vez que obteve da ANP, em meados de 2016, prorrogação até 30 de junho de 2019 do prazo para aquisição de dados sísmicos em todas as bacias marítimas brasileiras. A companhia poderá realizar os trabalhos de aquisição e processamento de dados geofísicos marítimos, não-exclusivos e com fins comerciais, de sísmica 3D, sísmica 2D, magnetometria, gravimetria e OBC (Ocean Bottom Cable).

“Isso só vem confirmar o acerto de nossa estratégia e a confiança que depositamos no Brasil nesses últimos 50 anos, assim como o nosso compromisso de continuar investindo aqui”, finaliza o vice-presidente de Subsurface Imaging South America da CGG.

Redação/ Geofísica Brasil

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