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A solução da Petrec – startup brasileira que desenvolveu tecnologia avançada de petrofísica para caracterização de reservatórios carbonáticos–, possibilita ainda acesso virtual às amostras

Petrec Com PT UFRJ testemunho

 

Residente da Incubadora de Empresas da COPPE, no Parque Tecnológico da Universidade Federal do rio de Janeiro (UFRJ), a startup Petrec antecipa-se a futuras demandas que devem ser geradas pelo leilão do pré-sal, realizando análise de amostras de seis campos do pré-sal da bacia de Campos, utilizando tecnologia avançada de petrofísica e uma ferramenta que permite ainda o acesso virtual às rochas do pré-sal

O principal objetivo é obter dados que permitam uma caracterização mais confiável dos reservatórios carbonáticos para auxiliar na tomada de decisões de operadoras que atuem ou tenham interesse em áreas exploratórias nessa nova fronteira.

“Com esse tipo de análise, buscamos diminuir as incertezas nos valores de permeabilidade e porosidade presentes na rocha, de modo a dar mais confiabilidade aos cálculos de estimativa de volumes de hidrocarbonetos potencialmente recuperáveis”, explica Josias Silva, sócio-diretor da Petrec.

Petrec Com PT UFRJ Josias Silva

 

A startup está analisando dados de testemunhos, amostras laterais, plugues e lâminas delgadas dos campos de Libra, Búzios e Sururu, que estão na fase de desenvolvimento da produção, e dos ativos produtores Sapinhoá, Lula e Lapa, que em março responderam por 1,184 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) do volume total extraído do pré-sal, que foi de 1,499 milhão de boe/dia, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O executivo da Petrec explica que o acesso às amostras de rochas de propriedade da ANP é público, no entanto, não é um processo simples, incluindo um extenso estudo geológico da bacia com o intuito de escolher os poços e intervalos mais representativos em que as amostras de rochas são analisadas.

“Existem critérios rígidos de credenciamento que costumam não ser compatíveis com os prazos da indústria. A empresa tem credenciamento tanto para a aquisição de dados sísmicos e não-sísmicos, quanto para o acesso às amostras de rochas e fluidos”, complementa Josias.

Maior confiabilidade na análise

Utilizando tecnologia avançada de petrofísica computacional, a startup realiza uma série de processamentos e simulações em modelos 3D digitais, no sentido de fornecer uma análise não destrutiva e rápida das propriedades das rochas. Os modelos digitais caracterizam o arcabouço mineral e o espaço poroso, representativos da amostra real, obtidos nas escalas de testemunho e de plugue, a partir da técnica de tomografia computadorizada de Raio X.

A metodologia implementada pela Petrec fornece uma série de análises e simulações que visam a estimar propriedades intrínsecas das rochas digitalizadas, tais como porosidade, permeabilidade, parâmetros elétricos e propriedades elásticas, bem como análise mineralógica e construção de perfis de poços.

“Nossas análises começam com a tomografia HDT que nos possibilita uma caracterização do espaço poroso das rochas com muito mais confiabilidade, como, por exemplo, uma definição de macro e micro-porosidade de forma mais eficiente. Além disso, nosso cálculo de permeabilidade leva em conta parâmetros representativos da geometria dos poros”, detalha o sócio-diretor da Petrec.

Acesso virtual as amostras

Uma das vantagens da solução desenvolvida pela Petrec é o acesso virtual às rochas do pré-sal, permitindo aos geólogos a realização de análises petrográficas, descrição de testemunhos e integração de diversos perfis em uma única plataforma online.

“Nosso diferencial é que proporcionamos um acesso virtual às amostras de rocha de forma completa. Para isso, desenvolvemos a solução DZI (Deep Zoom Images) para uma visualização externa e a solução HDT (High Definition Tomography) para caracterização da estrutura interna da rocha com resolução muito maior que os tomógrafos médicos usados comercialmente”, pontua Josias.

Segundo ele, isso é fundamental, uma vez que a heterogeneidade das rochas carbonáticas dos reservatórios do pré-sal apresenta enormes desafios para os geocientistas e profissionais de engenharia de produção que necessitam estimar o cálculo de volume de óleo e definir estratégias de produção.

“Além disso, as centenas de plugagens virtuais visam a contribuir com a diminuição na incerteza do cálculo da permeabilidade que, por sua vez, trarão resultados mais confiáveis para as empresas operadoras”, observa.

Petrec Com PT UFRJ lamina

A metodologia possibilita à empresa sugerir outras soluções que auxiliam no entendimento geológico / descrição petrofísica, a partir de imagens digitais de altíssima resolução e modelos tridimensionais extraídos de dados tomográficos obtidos por um fluxo, aperfeiçoado pela Petrec, para análise de testemunhos. Quando concluir o trabalho de digitalizações e análises de cada poço, a Petrec pretende disponibilizar os resultados na plataforma online ROCKLAB através de licenças de acesso.

“Além deste modelo de negócio, podemos atender a necessidade dos nossos clientes através do "Well By Demand", onde todas as análises e workflow da PETREC podem ser aplicados em poços requeridos pela operadora”, frisa o executivo.

A empresa está negociando a utilização dessa tecnologia com operadoras no Brasil, as quais, por questão de estratégia comercial, não são identificadas. O que ela espera é conquistar uma fatia dos R$ 250 bilhões, que o governo estima, que serão destinados ao desenvolvimento de áreas que forem licitadas nos leilões no pré-sal.

anp tabela campos pre sal

Geofísica Brasil / Fotos: Comunicação/Parque Tecnológico da UFRJ.

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