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Detentora de um dos maiores bancos de dados do mundo sobre o pré-sal brasileiro, a francesa CGG, uma das mais antigas empresas de geofísica do mundo, está apostando nos dois mercados – offshore e onshore – por conta do calendário de leilões de blocos exploratórios programados para os próximos anos.

“Após quase 15 anos de ausência do onshore brasileiro, a CGG está retomando suas atividades de aquisição terrestre 3D e 2D e águas rasas, utilizando equipamentos de última geração da subsidiária Sercel”, confirma Julio Perea, vice-presidente de Subsurface Imaging South America da CGG.

Um passo decisivo foi dado em abril, quando a empresa obteve da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorização para fazer o levantamento e processamento de dados geofísicos 2D e 3D não exclusivos em doze bacias terrestres. A empresa ganhou um prazo de três anos para realizar esse programa de levantamentos de dados, uma vez que a autorização é válida até abril de 2020.

A CGG poderá realizar campanhas nas bacias terrestres do Espírito Santo, Bananal, Paraná, Parecis, Parnaíba, Potiguar, Recôncavo, São Francisco, Sergipe-Alagoas, Tucano Norte, Tucano Central e Tucano Sul. Destas, seis terão áreas ofertadas nas 14ª e 15ª rodadas, uma este ano e a outra prevista para maio de 2018: Espírito Santo, Recôncavo, Sergipe-Alagoas, Paraná, Parnaíba e Potiguar.

Julia Perea informa que essas campanhas não são para projetos multiclientes. “Foi uma clara iniciativa da CGG, de aproveitar a experiência da Sercel em aquisição terrestre com grandes frotas de caminhões vibradores, o que permitiu o desenvolvimento de novas tecnologias de aquisição, conjugando alta resolução e produtividade e baixo impacto ambiental e comunitário (social), além da mais-valia econômica”, explica.

Segundo o executivo, também pesaram na decisão outros fatores, tais como “a determinação, rapidez e proatividade dos órgãos e instituições brasileiras, com a programação de novas rodadas de licitações e o Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE) e o Projeto Topázio (venda de ativos terrestres da Petrobras) fizeram o resto”, afirma.

Na área offshore, mais além do pré-sal, a CGG vem realizando campanhas na Foz do Amazonas e na Bacia de Barreirinhas. “Temos mais de 15.000 km2 de dados disponíveis em Foz do Amazonas e teremos 12.000 km² de dados, com tecnologia de banda larga, processados ​​na bacia de Barreirinhas em julho deste ano”, revela Julio Perea.

Os novos leilões, tanto no pré-sal, como nas demais licitações, incluindo os de áreas inativas com acumulações marginais, abrem uma dupla via de oportunidades para o mercado de levantamento sísmico, tanto em termos de novas aquisições de dados como de reprocessamento dos já existentes.

“A CGG está revitalizando o banco de dados, reprocessando-os com a mais recente tecnologia, ao mesmo tempo em que está fazendo novos levantamentos para estender a cobertura nos pais”, salienta Julio Perea. “Estamos otimistas de que existe um grande futuro na exploração e produção de petróleo no mar e em terra no Brasil”, concluiu.

Redação / Geofísica Brasil

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