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O III RIO ACOUSTICS – Acoustics in Underwater Geosciences Symposium, realizado a cada dois anos no Rio de Janeiro, vem conquistando a adesão de profissionais e estudantes de geociências não somente de universidades e empresas brasileiras como também de especialistas de toda a América Latina. 

RioAcoustic2017 JeanPierre Arthur

“Desde a primeira edição, em 2013, já somamos a participação de representantes de universidades, instituições e empresas de 34 países”, estimam os criadores e coordenadores do evento, Arthur Ayres Neto, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Jean-Pierre Hermand, da Universidade Livre de Bruxelas (ULB). A ambição destes professores é atrair a comunidade voltada para as geociências submersas de mais países e reforçar o intercâmbio com outros continentes, onde já há eventos similares.

A terceira edição do RIO Acoustics foi realizado entre os dias 25 e 27 de julho, nas dependências da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), na Urca, bairro carioca que abriga várias unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além da Escola Superior de Guerra e outras instituições.

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Com 86 sessões técnicas, entre apresentações orais e pôster de trabalhos científicos (72) e de empresas (14), o evento reuniu alunos e pesquisadores de 34 universidades e instituições de pesquisa de vários países da América Latina e de outros continentes, como Estados Unidos, França, Austrália e Dinamarca.

O evento é realizado com a chancela científica da IEEE/OES – Ocean Engineering Society e da ASA – Acoustical Society of America e teve o apoio de duas agências de financiamento da Bélgica, Wallonie-Bruxelles International (WBI) e Fonds de la Recherche Scientifique (FNRS).

O professor Ayres comemora a consolidação do RIO Acoustics no calendário de eventos das geociências na América Latina, lembrando que a ideia surgiu em 2011, quando o professor Hermand veio ao Brasil participar do congresso da Sociedade Brasileira de Geofísica (SBGf).

“Eu tive a ideia de promover algum evento mais focado em acústica submarina, que embora seja abordada no congresso da SBGf acaba por não se destacar diante do predomínio de temas e tecnologias relacionadas mais à exploração de petróleo e gás natural”, observou Arthur Ayres. Com Jean-Pierre, veio o apoio da IEEE/OES.

Enquanto a primeira edição teve seu foco mais voltado para a geofísica, as duas últimas edições ampliaram o debate, incluindo as apresentações orais e trabalhos técnicos, sobre a tecnologia de acústica submarina aplicada à caracterização de áreas submersas nos oceanos, rios e lagos (águas interiores) em suas mais diversas atividades. E vem atraindo instituições de toda a América Latina, incluindo de países do Caribe.

“A diversidade de temas debatidos – se olhar a programação (aqui) verá que há mais de 20 tópicos – reflete a relevância dessa tecnologia”, pontua Jean-Pierre. “Debatemos as novas tecnologias, metodologias, aspectos da exploração de recursos minerais, incluindo a mineração subaquática, o gerenciamento costeiro etc.”, complementa. Para Jean-Pierre, o patrocínio de uma instituição do porte da ASA, reconhecida globalmente, é uma forma de acreditação internacional do evento.

O interesse em tecnologia acústica submarina e suas múltiplas aplicações cresce entre os estudantes de geociências que este ano tiveram a oportunidade de disputar bolsas para participar do evento.

“Estudantes de oito países ganharam doze bolsas concedidas pela IEEE e a ASA, que abrangiam passagem, hospedagem, acesso ao congresso e apresentação oral”, explica Arthur Ayres.

O professor Ayres destaca que mais além do debate de temas relevantes, o RIO Acoustics vem promovendo maior interação e integração entre pesquisadores e estudantes da América Latina, que hoje tem um canal permanente de diálogo, fora do congresso, sobre os trabalhos afins que são realizados em diferentes instituições.

“Essa é a razão de realizarmos as apresentações no mesmo espaço, sem separação por temas. Isso abre novas oportunidades de interação entre distintas áreas”, observa.

Jean-Pierre lembra que esse simpósio hoje está também registrado no calendário de eventos da Organização das Nações Unidas (ONU) por contribuir para o debate e reflexão em torno das metas de desenvolvimento sustentável (Sustainable Development Goals (SDG 14), na área de Oceano.

“Esse simpósio promove o desenvolvimento de uma massa crítica de pesquisadores da América Latina”, frisa Jean-Pierre. “Mas não queremos ficar restritos à região. Queremos internacionalizar o RIO Acoustics, atraindo empresas e pesquisadores de outros continentes. Este ano, por exemplo, temos representantes da Europa (Bélgica e Noruega) e da Oceania (Austrália), entre outros”, conclui Arthur Ayres.

III RIO Acoustics em números

Sessões técnicas: 86, das quais 72 apresentações de trabalhos científicos (49 orais e 23 posters) e 14 apresentações das empresas patrocinadoras.

Total de participantes: 136

Universidades / Institutos de pesquisa: 34

  • Brasil - UnB, UERJ, USU (Universidade Santa Úrsula), FURG, UFF, UFRJ, UFSC, UFRN, UFPE, UFBA, UFPR, IEPA (Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas do Amapá), IPqM (Instituto de Pesquisa da Marinha)
  • Argentina - Underwater Sound Division - Argentinian Navy Research Office; Universidad Nacional del Sur, Argentina; Instituto Nacional de Investigaciones y Desarrollo Pesquero (INIDEP); Centro Austral de Investigaciones Científicas, Ushuaia;
  • Australia - Flinders University e University of Tasmania;
  • Chile – Instituto de Investigacion Pesquera, Pontificia Universidad Católica de Valparaíso; Instituto de Fomento Pesquero; University of Concepcion;
  • Colombia - Universidad Industrial de Santander; Universidad de Magdalena;
  • Dinamarca - Department of Geoscience and Natural Resource Management of University of Copenhagen;
  • Equador - Escuela Superior Politécnica Del Litoral,
  • EUA - University of Texas at Austin;
  • França - Institut de Recherche pour le Développement (IRD);
  • Islândia - University of Iceland;
  • México - Instituto Politécnico Nacional;
  • Peru - Instituto del Mar del Peru; Universidad Nacional Mayor de San Marcos; Peruvian Marine Research Institute; National University Federico Villarreal, Lima;

Países participantes: Brasil, Argentina, Chile, Peru, Equador, Colômbia, EUA, Bélgica, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Austrália, México, Islândia, França, Canadá, Espanha.

Empresas patrocinadoras - Kongsberg, Teledyne Reson, Teledyne Caris, Gardline, OceanSonics, Meridata, Nortek, ProOceano, Sonardyne, GeoSpectrum, AML Oceanographic.

Instituições - CPRM, Office Naval Research Global - Science Technology (EUA), Wallonie Bruxelles International, Capes Brasil, Ministério da Educação, CNPq, FNRS, Université Libre de Bruxelles, Universidade federal Fluminense,

Sociedades - Sociedad Nacional de Pesqueria (Peru), Abequa, ABGE, SBGf, Sobrac, Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil.

Geofísica Brasil

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