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A sísmica é o método mais amplamente utilizado na investigação de ambientes submersos em todo o mundo. Dentre as técnicas disponíveis destaca-se a Perfilagem Sísmica Contínua, que utilizando-se de fontes acústicas do tipo, chirp (2-8/10-20/20-50kHz), SBP3.5 kHz, 7kHz e 10 kHz, boomers, airguns ou sparkers, possibilita delimitar a geometria dos corpos sedimentares inconsolidados ou definir a conformação do topo do embasamento rochoso no fundo de rios, reservatórios e no mar.

Tem grande aplicação na geologia de engenharia e ambiental, em especial quando se trata de fornecer subsídios técnicos a projetos tais como túneis, dutos e cabos submarinos, barragens, hidrovias, delimitação de áreas de descarte, portos. entre muitos outros.

A técnica de perfilagem sísmica contínua monocanal é a mais empregada no mercado mundial tendo em vista sua praticidade operacional, portabilidade dos equipamentos e facilidade no tratamento e interpretação dos dados.

Todavia, todos os produtos da aplicação desta técnica são apresentados com escala vertical em tempo de propagação das ondas acústicas e não em metros (espessura ou profundidade). Assim por exemplo, um produto destes ensaios pode nos informar que a profundidade do embasamento rochoso numa determinada área é de 60 milisegundos, ou que a espessura de um pacote sedimentar é de 30 ms. A depender do profissional que receberá essa informação, ela pode não ter significado.

Se você disser a um geofísico que o embasamento rochoso em algum local está a 60 ms de profundidade, talvez ele faça uma conta rapidamente considerando um determinada velocidade de propagação do som no ambiente investigado (velocidade = espaço / tempo) e conseguirá traduzir o real significado deste número, ou seja, traduzir o tempo para metros.

Um engenheiro civil ou um geólogo, por outro lado, pode não saber o que fazer com essa informação, pois ele pode não ter a formação necessária para associar ao tempo de propagação da onda sísmica, uma velocidade de propagação do som naquele ambiente, para finalmente traduzir o produto tempo de propagação para espessura ou profundidade em metros.

Assim, a consolidação das informações obtidas a partir de ensaios de perfilagem sísmica contínua, sob o ponto de vista da conversão de tempo de propagação para metros (espessura ou profundidade), tem necessariamente que passar pela definição da velocidade de propagação das ondas acústicas em cada um dos estratos identificados, parâmetro que não pode ser obtido a partir de ensaios de perfilagem sísmica contínua monocanal.

Assim, consolida-se a questão: como pode ser obtido esse parâmetro? Ou seja, como pode ser definida a velocidade de propagação das ondas acústicas em cada estrato sedimentar? Essa é a discussão que se desenrola neste vídeo.

LAPS - 25/02/2016 - YOUTUBE

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